O blog conferiu: degustação de vinhos Antinori

Antinori é um dos produtores de vinhos mais tradicionais do
mundo. Com mais de 600 anos de existência, está nas mãos da mesma família há 26
gerações. Por isso, quando recebi o convite da distribuidora pernambucana
Lacomex para participar de uma degustação dos vinhos da marca italiana aqui no Recife,
fiquei feliz em saber que uma empresa tão sólida mantém a preocupação de estar
junto dos seus consumidores nos mais diversos cantos do mundo.
O encontro, que aconteceu durante um almoço no Wiella Bistrô,
contou com a presença do diretor de exportação da Antinori, Filippo Pulisci, e
de Ricardo Carmignani, da importadora Wine Brands, além dos proprietários da
Lacomex, Luiz Figueiredo, Luiz Figueiredo Filho e Marco Antônio Freitas. Eles
falaram do posicionamento da marca no mercado e contaram também um pouco da história
do produtor.
TERROIRS – Além da Toscana, Antinori também produz em outras
regiões italianas, como Puglia, Piemonte e Lombardia. “Mas os rótulos só levam o
nome Antinori dentro da Toscana”, explica Filippo Pulisci. Já provou os
excelentes vinhos chilenos Haras de Pirque? Pois bem, são produzidos pela
Antinori, que também tem vinícolas nos Estados Unidos, Hungria e Malta.
Para comprovar a tese de que mantém a tradição aliada à modernidade,
a Antinori acaba de construir uma nova cantina escavada na região do Chianti
Classico. “É um projeto único, onde foram investidos 100 milhões de euros”,
revela Pulisci. Mas eles não deixam de olhar para as origens. Um exemplo é a
valorização das castas autóctones (nativas da região). “Elas atualmente movem o
mercado”, observa ele.
NÚMEROS – Os 2.300 hectares de vinhedos da empresa são todos
próprios, adquiridos ao longo dos anos e de muito estudo. “A autonomia
produtiva é um valor primário”, diz Pulisci. A produção anual é de 22 milhões
de garrafas. São 240 funcionários fixos, além dos contratados durante os
períodos de colheita.
QUALIDADE – Segundo Filippo Pulisci (foto), na Antinori se preza a “obsessão
pela qualidade”. Vinhos topo de gama, como Tignanello e Solaia, são
simplesmente descartados nos anos em que a safra não foi considerada boa.
POLÊMICA – Para o diretor de exportação, os vinhos “supertoscanos”
são uma moda já superada, criada pelos norte-americanos. “O Tiganello, por
exemplo, poderia ser um Chianti Classico Riserva”, polemiza. Se um italiano diz
isso, quem sou eu para contestar?
Pois bem. Para falar mais dos vinhos, nada melhor do que prová-los.
E aí estão as minhas impressões sobre os rótulos degustados no evento:
Montenisa Franciacorta
Produtor: Montenisa (Antinori).

Origem:
Lombardia, Itália.

Visual:
Cor amarelo dourado. Bolhas finas e persistentes.

Olfato:
Notas de frutas secas e de panificação.

Paladar:
O sabor traz de volta as sensações do nariz, junto com um gostoso
toque de cremosidade. Boa acidez.

Outras considerações:
Espumante elaborado com as variedades Chardonnay, Pinot
Bianco e Pinot Nero. Tem 12,5% de álcool.
Classificação: Muito Bom/Excelente.

Média de preço:
R$ 163
Le Mortelle Vivia 2011
Produtor: Le Mortelle (Antinori).

Origem:
Maremma, Itália.

Visual:
Amarelo claro com tons dourados.

Olfato:
Delicado, envolvendo notas minerais e de frutas brancas, principalmente
maçã verde.

Paladar:
Excelente acidez e final prolongado. Mostra as mesmas características
do nariz e ainda um toque lácteo. Levemente untuoso.
Outras considerações: Este branco, elaborado com as uvas Vermentino, Viognier e
Ansonica, vem de uma propriedade nova da Antinori. Tem 12,5% de teor alcoólico.
Classificação: Excelente.

Média de preço:
R$ 91
Il Bruciato 2010
Produtor: Tenuta Guado Al Tasso (Antinori)

Origem:
Bolgheri, Itália.

Visual:
Cor rubi brilhante.

Olfato:
Frutas vermelhas frescas, eucalipto, erva doce, caramelo e tostado.

Paladar:
Boa presença de boca, revelando também notas de café. Presença
marcante do tostado e final levemente apimentado. Equilibrado.

Outras considerações:
Elegante e gastronômico, este tinto tem em sua composição
as variedades Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah, cultivadas na propriedade
mais moderna do grupo, onde também se planta outras variedades de frutas, como
mirtilo e damasco – tudo dentro dos padrões biológicos. A bebida amadureceu
oito meses em carvalho francês e tem 13,5% de álcool.
Classificação: Excelente

Média de preço:
R$ 127
Marchesi Antinori Chianti Classico Riserva 2010
Produtor: Antinori

Origem:
Toscana, Itália.

Visual:
Rubi brilhante, com lágrimas finas que se espalham por toda a taça.

Olfato:
Delicado, revela notas de frutas vermelhas frescas, eucalipto e
baunilha.

Paladar:
Leve, de boa acidez e final prolongado. O sabor envolve um agradável
frutado, junto com notas de café e algum tostado.
Outras considerações: Produzido desde 1978, este vinho tem em sua composição as
uvas Sangiovese, Merlot e Syrah. Seu amadurecimento foi de 14 meses em carvalho.
Possui graduação alcoólica de 13,5%. O potencial de guarda é de cerca de 10
anos.
Classificação: Excelente

Média de preço:
R$ 122
Tignanello 2009
Produtor: Antinori

Origem:
Toscana, Itália.

Visual:
Cor rubi. Apresentou na taça um halo aquoso.

Olfato:
Elegante, exibe notas de fruta vermelha fresca, mentol, leve tostado e
chocolate.

Paladar:
Redondo. Tem taninos aveludados e longo retrogosto. As impressões do
nariz voltam ao sabor, onde aparece também um toque de café.

Outras considerações:
A safra 2009 desse reverenciado ícone da Toscana tem
bastante potencial de envelhecimento, mas já pode ser bebido com prazer. Na sua
elaboração entram as uvas Sangiovese, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc. Seu
afinamento foi em carvalho francês durante um ano.
Classificação: Excelente/Excepcional

Média de preço:
R$ 369
SERVIÇO:

Lacomex

:: Rua José da Silva Lucena, 273, Imbiribeira, Recife | (81) 3081-2131
:: Av. Rui Barbosa, 1105, Graças, (dentro da concessionária Toyolex), Recife |
(81) 3038.4682 

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